//FERNANDO PESCIOTTA// Fato inédito para o Brasil



O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, da ONU, relativo a 2024, divulgado nesta terça-feira (26) indica avanço pelo terceiro ano consecutivo, em mais uma demonstração de que políticas públicas de interesse social resultam em melhora da qualidade de vida da população.

O IDHM do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) visa medir a qualidade de vida de um país com base em fatores como expectativa de vida, anos de escolaridade e renda per capita.

O IDHM brasileiro considera as mesmas dimensões do IDH Global, mas adequa a metodologia ao contexto do País. Os resultados consideram dados da Pnad Contínua, do IBGE.

Pela primeira vez o Brasil entrou na faixa de desenvolvimento humano considerado “muito alto”.

Segundo o Pnud, as condições relacionadas à educação para aderir ao Bolsa Família foram essenciais para que o Brasil atingisse o maior IDH da história.

Levando em consideração toda a população brasileira, o índice de longevidade subiu de 0,857 em 2023 para 0,860 em 2024.

Segundo o relatório, a desigualdade entre brancos e negros diminuiu para a menor margem histórica, de 14% para 9%. Isso porque o crescimento do IDHM para a população negra subiu 10,3% e da branca, 5,5%.

Ainda assim, o índice dos brancos ficou em 0,851 e dos negros, em 0,774, numa clara demonstração de que há avanços ainda a serem feitos e que só com uma atenção especial às políticas públicas e à inclusão isso será possível. 

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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