//FERNANDO PESCIOTTA// Compra de votos



A atual legislatura talvez seja a pior da história brasileira. São pessoas sem nenhum compromisso com a causa pública. Nunca é demais repetir a urgência de mudar a composição parlamentar.

A penúltima do Congresso foi a derrubada de quatro vetos do presidente Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que retomam medidas que servirão para a compra de votos no processo eleitoral.

Suas senhorias derrubaram o veto à medida que permite ao poder público doar bens, valores ou benefícios. Esse dispositivo foi incluído pelos parlamentares na discussão da LDO, mas acabou vetado sob o argumento de que criava uma exceção à legislação eleitoral.

É sensacional poder distribuir bens e dinheiro público em meio à campanha eleitoral. É praticamente o toma lá, dá cá.

Pela decisão do Congresso, municípios menores inadimplentes com a União vão poder receber dinheiro de emendas parlamentares sem nenhum problema, e mesmo que cometam irregularidades fiscais. É como poder comprar apoio eleitoral.

O principal responsável pela bandalheira é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No começo da semana ele antecipou a prefeitos reunidos em Brasília a intenção de derrubar os vetos e assumiu o compromisso com a fartura da distribuição de dinheiro público para comprar votos.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

Comentários

  1. Alcolumbre é só o menino de favores das elites agro e mercado. O problema maior são vereadores que querem se perpetuar no cargo e assim ficam com um namoro espúrio com o poder executivo.
    Quem devia fiscalizar pelo povo passa a rouba-lo a medida que dá ao prefeito a margem exata para fazer seus contratos e endividamentos municipais sem ter o risco de um impecheanent. Seus secretários, escolhidos a dedo, ajudam a roubar o erário público.
    O povo, por sua vez, votando pela amizade, parentesco, por cargos ou favores entregam à raposa todo o galinheiro.
    Consequências: seus filhos passam fome na merenda ou ficam sem uniformes ou professores. Salas de aula caindo aos pedaços e com um ensino que os colocam na lista dos despreparados ou reprodutores do vício da corrupção pelo exemplo dado pelos pais. Traduzindo geram suas próprias desgraças e no fim da vida encontram as mesmas coisas que ajudaram sua vida ser um "nada existencial ".
    Seus filhos na miséria votando nos cabresto que, no passado ajudou a furar seus olhos.
    Quando os pais pensarem no futuro dos filhos votarão naqueles que possuem competência e, este, nem sempre é o indicado pelo patrão ou pastor.

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