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Após 180 dias de trabalho, o relator da CPI do crime organizado, senador Alexandre Vieira (MDB-SE), optou por um texto final idiota. Jogou no lixo o esforço de seis meses do colegiado.
Para aparecer, Vieira optou por uma versão eleitoreira, já que disputa a reeleição em seu Estado e quis surfar na onda anti-STF do bolsonarismo.
O relatório propunha o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do STF, e de Paulo Gonet, procurador-geral da República, por crime de responsabilidade.
Vieira simplesmente ignorou as práticas criminosas de Daniel Vorcaro, do Banco Master, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, do União Brasil e do PP, respectivamente, que têm ligações com o banqueiro.
Pior: Vieira, que é delegado de polícia, ignorou os milicianos e os criminosos comuns, empresários que lavam dinheiro e líderes de facções, traficantes de armas e de drogas.
Apoiado pela extrema-direita, o texto do relator ultrapassou todos os limites da provocação barata. Tão descabido que motivou uma troca em cima da hora de dois integrantes da CPI para barrá-lo. Se tivesse incluído os ministros do STF numa lista ampla, talvez não provocasse tanto barulho e ampliaria as chances de sobreviver.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Comentários

Nossa democracia corre contra o tempo. Golpes de setores internos e externos. Internamente, políticos atrelados ao PCC e CV , via delegados e deputados eleitos com dinheiro do crime organizado. E , externamente, pelos EUA, que resgataram doentiamente, a doutrina Monroe, com viés religioso.
ResponderExcluirA população brasileira confunde as ações de governo federal e estadual e acreditam que quem faz tudo é o governo estadual, mas é o governo federal que canaliza todos os problemas.
Esperar desse congresso fascista ações para o povo, pode esquecer.
Com as eleições esses setores vão jogar duro, daí a necessidade do governo impor a lei como deve e a punir com rapidez e sem dó os infratores da lei.