//FERNANDO PESCIOTTA// Exploração da guerra



Um jornal brasileiro que já foi de grande circulação, mas que há anos está em decadência e só espera a última martelada para ser enterrado, cravou que “ninguém vai chorar pelo Irã”.

Por mais que se critique o regime iraniano, que se oponha ao que o governo local faz com a população, especialmente as mulheres, uma manchete dessas é de doer. É o fim do mundo civilizado.

A opção editorial do jornal, porém, não é uma exceção na exploração de ética duvidosa da guerra aberta pelos EUA e Israel. Muito mais gente idiota no Brasil recorrendo a meios absurdos para tentar tirar uma casquinha do que ocorre no Oriente Médio.

O miliciano júnior, que quer concorrer à Presidência, criticou a posição absolutamente clara, lúcida, correta e coerente do governo brasileiro sobre os ataques ao Irã e às reações daquele país com o único objetivo de angariar votos. Usar a guerra numa eleição é o pior da espécie humana.

Não para por aí. Circulam nas redes sociais e grupos de mensagens a “informação” falsa de que o Brasil vendeu urânio para o Irã desenvolver uma bomba atômica. As mensagens dizem que, assim, o Brasil de Lula é o “responsável por todas essas guerras”.

É mais um exemplo de como é preciso usar tempo e energia para desfazer coisa ruim criada direita desocupada e vazia de ideias do Brasil.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com


Comentários

  1. Uma guerra sempre dever ser evitada, mas nunca esquecida. Defender a soberania é a causa máxima para um exercício do Estado.
    Infelizmente se usa da força, da mentira e das armas para se obter lucro, venda de armas, garantir petróleo e para isdo servem os mais fracos e menos belicoso.
    Os EUA, após 1945, pasdou a ver o mundo como uma reserva de seu patrimônio , fez milhares de guerras e deposições de governantes que contrariaram seus interesses de dominação e poder.
    Hoje, após quase 70 anos, novos atores e tecnologias entraram em vigor e passaram a questionar essa regra de poder.
    Por sua vez os EUA enfraqueceu suas regras morais e se acostumou com o dinheiro falso e especulativo do dólar.
    Agora vemos o Irã ser a bola da vez, mas muito mais preparado que anteriormente. Investiu na sua indústria bélica e absorveu tecnologias.
    Trump, por sua vez, achava que sua força pedófila de persuasão funcionaria e contrariou seus generais. Agora é o mundo a sofrer.

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