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Mais de 40 pessoas foram no sábado de manhã, 14 de março, à Câmara Municipal de Serra Negra, debater a terrível onda de feminicídios que desonra o Brasil e destrói famílias. Foi uma reunião didática, na qual toda a legislação em defesa da mulher foi esmiuçada, mas também um encontro propositivo, com várias sugestões para fortalecer a proteção às vítimas de violência, e, em determinados momentos, emocionante, como nos depoimentos de Neusa Andrade e Roseli Araújo, que sofreram a perda de suas filhas Fernanda e Beatriz, assassinadas pelos seus companheiros.
Participaram do encontro o juiz de direito Carlos Eduardo Silos de Araújo, a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Daniele Brandini Pachioni Siloto, o presidente da subseção de Serra Negra da OAB, Vitor Anghinoni Nascimento, a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB de Serra Negra, Paula Maria Oliveira, as vereadoras serranas Ana Bárbara Magaldi (União Brasil), Anna Beatriz Scachetti (Republicanos) e Karina Kellys (PL), os vereadores de Amparo Rafael Mendes (PT) e Diogo Canina (PT), a deputada federal Juliana Cardoso (PT-SP) e a ex-escrivã de polícia Silvia Gonçalves, que durante anos prestou atendimento na Delegacia de Mulher do município.
A Casa da Cultura Dalmo Dallari, o Viva! Serra Negra e o PT de Serra Negra, organizadores do evento, convidaram o sr. prefeito municipal, Elmir Chedid, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Deborah Chedid, e todos os vereadores - o Legislativo serrano é composto de sete homens e quatro mulheres.
Nem o prefeito nem a primeira-dama compareceram. E nenhum dos vereadores homens.
Talvez eles tivessem coisa mais importante a fazer na manhã de sábado do que contribuir para a causa da defesa das mulheres, dos adolescentes, de todas as vítimas da violência doméstica que rebaixa o Brasil a um estado pré-civilizatório.
Talvez eles achem que esse tipo de discussão é uma bobagem. Talvez...
Vai saber...
Enfim, cada pessoa tem, nesta vida, as suas prioridades.
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Carlos Motta é jornalista profissional diplomado (ex-Estadão, Jornal da Tarde e Valor Econômico) e editor do Viva! Serra Negra
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Comentários
O epidemia de violência contra as mulheres em todos os cantos do país não é certamente uma das prioridades dos que se ausentaram, mostrando um total descompromisso e desrespeito com a população feminina de Serra Negra e com a obrigação de defender o interesse público, trabalho para o qual foram eleitos e são pagos com nosso dinheiro.
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