Fiscais da prefeitura de Serra Negra, acompanhados por guardas civis municipais, retiraram, na manhã do feriado de 21 de abril, terça-feira, os artesãos que há cerca de cinco anos expunham e vendiam seus produtos, em especial para turistas, no Morro do Cristo Redentor.
Os artesãos foram retirados do local um dia depois de técnicos da empresa que construiu o funicular que dá acesso ao topo do morro, inaugurado em setembro de 2019, realizar reparos para colocar, finalmente, em funcionamento o equipamento com problemas técnicos que, há muitos anos, impedem sua utilização por turistas e moradores.
Os fiscais da prefeitura informaram aos artesãos que receberam denúncias de que atuavam sem alvará. A prefeitura não autoriza a instalação de barracas e bancas de artesãos no local. O único espaço autorizado para que esses trabalhadores exponham seus produtos é o Centro de Artesanato, na Praça Sesquicentenário.
O local, no entanto, permanece fechado na maioria dos dias. Além disso é cercado por um gradil que impede maior visibilidade da área e afasta turistas e visitantes. Os artesãos preferem locais com maior fluxo de turistas e também moradores, como os pontos turísticos, entre os quais o Morro do Cristo Redentor.
O funicular que dá acesso ao local é alvo há anos de reclamação de turistas e moradores, em especial idosos. Quando não estava quebrado, o equipamento estava inoperante por falta de um operador para fazê-lo funcionar. As reclamações foram inúmeras vezes alvo de discussão entre os vereadores, que chegaram a responsabilizar o proprietário da lanchonete pela manutenção do equipamento.
Questionado pela reportagem do Viva! Serra Negra, um técnico da empresa que estava fazendo testes no equipamento informou que o elevador não deverá apresentar mais problemas se o seu limite de carga - 250 quilos, ou três pessoas - for respeitado. Segundo ele, o funicular estava sendo usado para transportar carga para o estabelecimento comercial localizado no topo do morro. Ele disse ainda que foi necessário trocar o motor do equipamento.
Os artesãos vão tentar negociar com a prefeitura uma solução para manter seu negócio no local. Eles terão de protocolar na prefeitura um pedido para trabalhar no morro do Cristo. Segundo legislação estadual, a prefeitura tem de definir o espaço destinados aos artesãos. Se não chegarem a um acordo, alguns já planejam deixar Serra Negra para buscar novas oportunidades em outras cidades turísticas.
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Salete Silva é jornalista profissional diplomada (ex-Estadão e Gazeta Mercantil) e editora do Viva! Serra Negra

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