//FERNANDO PESCIOTTA// O vice também é ruim



Cresce a fritura do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth. Sim, você provavelmente não o conhece nem nunca ouviu falar dele, mas o vice-governador é esse aí, e não é flor que se cheire.

Com muita gente de olho no cargo, os malfeitos de Ramuth estão vindo a público. O site Metrópoles, mesmo que viva de provocar cliques, revelou que o ex-prefeito de São José dos Campos é acusado pelo governo de Andorra de lavar dinheiro.

No ano passado, a Justiça do pequeno país entre Espanha e França, nos Pirineus, congelou US$ 1,4 milhão das contas de Ramuth e sua mulher por considerar que o dinheiro não tinha determinação de origem.

Tarcísio de Freitas desconversa, alega que é tudo “fofoca de eleição”. Ramuth diz que está tudo declarado no Imposto de Renda. Porém, na campanha de 2022, ele informou ao TSE um total de R$ 1,4 milhão em bens, sendo R$ 67 mil em dinheiro vivo, e nenhum valor no exterior.

Por que um político com fama de malfeitos tem tanto dinheiro no exterior? E por que justamente em paraísos fiscais? Por que tanto dinheiro em espécie debaixo do colchão?

Ramuth deve respostas, mas pelo andar da carruagem, União Brasil, PL e Podemos podem tirá-lo da chapa de extrema-direita.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com


Comentários

  1. De fato, poucos sabem, e esse é o ponto da questão. Uma mídia ímparcial traria a tona tal malabarismo econômico do vice governador. O MP de SP ao saber do fato, deveria agir e levantar as informações que flutuam nas nuvens e, sendo verdade, dar início a denúncia e encaminhar ao TSE o nome do mesmo.
    Fica estranho entrevistar o amigo do bandido para que ele endosse o feito das verbas em paraíso fiscal. Nunca o bandido entrega o caixa 2.
    Assim, com ausência da grande mídia e com colaboração de um jornal, de um ex condenado , atualiza o povo sobre as falcatruas.

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