//FERNANDO PESCIOTTA// O lugar de Alckmin



Em recente reunião do diretório nacional do PT, ficaram evidentes, só para variar, as divisões internas. Uns defenderam uma chapa puro-sangue, no máximo com o PSOL, outros pediram uma abertura ao MDB e ainda houve espaço para a defesa da manutenção da dobradinha com o PSB e Geraldo Alckmin.

O presidente Lula foi o primeiro a insinuar uma abertura do leque trazendo o MDB para compor a chapa. Agora, o ministro Camilo Santana escancara o que considera uma possibilidade de atrair o MDB.

Segundo Santana, Alckmin é “uma pessoa extraordinária, correta e leal”, mas a polarização política justificaria a busca de novos aliados.

Na reunião do PT, José Dirceu defendeu o vice-presidente sob o argumento de que a aliança funcionou e está funcionando, e atrai votos de espectros menos progressistas.

Além do mais, de zero a dez, a chance de o MDB formalizar uma aliança com o PT é de menos cem. Zero chance. Então, não dá para entender bem esse esforço numa conversa que não leva a nada.

Mais importante do que isso é montar palanques robustos nos Estados e montar chapas competitivas, para fortalecer a candidatura de Lula e a composição do futuro Congresso.

Nesse sentido, a definição em São Paulo é urgente. As últimas especulações dão conta de que Fernando Haddad deve oficializar sua candidatura na semana que vem.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com



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