Na viagem de negócios que faz à Índia e Coreia do Sul, o presidente Lula concedeu entrevista coletiva à imprensa. Faz sucesso nas redes sociais a pergunta que lhe foi feita pelo correspondente da TV Globo.
Faz sucesso porque o “jornalista”, na cara dura, coloca na boca do presidente o que ele não disse, tentando caracterizar uma suposta proteção do governo a bandidos. Na frente de todo mundo, com todos os demais jornalistas e integrantes do governo como testemunha.
Lula o desmentiu e o colocou no devido lugar, mas o objetivo do “repórter” era criar uma narrativa a ser explorada. Perfis de esquerda expõem o episódio completo, mas os de direita eliminam a resposta do presidente, criando outra narrativa, uma realidade paralela.
É nesse contexto que integrantes do governo reavaliam a estratégia de comunicação sobre o caso do Banco Master. Por mais que Lula e demais integrantes do governo explicitem que querem pegar o “magnata dos crimes”, a manipulação de falas e imagens criam uma narrativa que coloca o PT e o governo como aliados do bandido.
Esses episódios reforçam a importância da atenção à informação. Pensando nisso, Lula quer o presidente do PT, Edinho Silva, que já comandou a comunicação do governo, o atual ministro da Secom, Sidônio Palmeira, e Guilherme Boulos no núcleo de sua campanha à reeleição.
Vale sempre repetir: todo cuidado é pouco. Informações maliciosas estão por toda parte.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com


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