//SALETE SILVA// Tarifa Social da Sabesp, um mistério em Serra Negra



O serviço de coleta de esgoto atingiu este ano uma cobertura de 95% da população de Serra Negra. A ampliação é comemorada e, ao mesmo tempo, recebida com preocupação por cerca de 1.900 famílias, moradoras dos bairros que ainda não contavam com o serviço. Esses consumidores viram a conta de água dobrar de R$ 40 para R$ 80 no primeiro trimestre do ano.

Faltam informações para o consumidor que têm direito à Tarifa Social, com desconto de até 78% às famílias de baixa renda. Desde que o valor das contas dobrou, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no município passou a receber o dobro também de reclamações e de consumidores que procuram diariamente seus atendentes para saber se têm ou não direito à tarifa mais barata. 

“Não sei como vai estar, mas lhe garanto que deve estar lotado de gente na recepção”, afirmou o encarregado da agência da Sabep/Serra Negra, Wildney Alves da Silva, em entrevista ao Viva! Serra Negra. “De janeiro para cá aumentou muito a quantidade”, acrescentou se referindo ao número de consumidores que procuram todos os dias informações na sede da empresa. 

As 1.900 famílias de vários bairros, como Núcleo Giraldi, Jardim Parque das Palmeiras e Loteamento Village, estavam acostumados a pagar R$ 40 porque não tinham esgoto, explicou. Na Nova Serra Negra foram de 600 a 700 famílias cujas contas de água incorporaram gastos com a coleta de esgoto. 

As famílias sem condições financeiras de pagar a conta são orientadas pelos atendentes da Sabesp a fazer o cadastramento no CadÚnico, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. Depois do cadastramento, a Tarifa Social com o desconto é automaticamente incorporada à conta de água. “Se não consegue o benefício é porque tem uma situação financeira aceitável.” O coordenador não soube, no entanto, informar, quantas famílias estariam sendo beneficiadas no município pela Tarifa Social.

A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social também não tem informações sobre quantas das famílias inscritas no CadÚnico têm direito à Tarifa Social da Sabesp ou que já estariam usufruindo do benefício. 

A falta de informação, admitiu o coordenador da Sabesp, dificulta o melhor atendimento aos consumidores e o acesso ao benefícios pelos que buscam diariamente a Sabesp.

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Salete Silva é jornalista profissional diplomada (ex-Estadão e Gazeta Mercantil) e editora do Viva! Serra Negra

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