//FERNANDO PESCIOTTA// Propina para Bolsonaro e Tarcísio



Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, afirma em sua proposta de delação premiada que a doação de R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro em 2022 foi pagamento de propina.

Essas “doações” seriam “contrapartidas financeiras” combinadas com Gilberto Kassab para a manutenção do Credcesta (cartão de crédito consignado), do grupo Master, durante a gestão de Tarcísio.

Vorcaro colocou a informação nas três tentativas de delação, que foram recusadas sob o argumento de que não apresentavam novidades.

A revelação do UOL, porém, não tem nenhuma repercussão na imprensa, mais interessada na guerra do STF, que sugere um comportamento para lá de suspeito de André Mendonça.

A Polícia Federal vê no pastor ações políticas. Observa que ele levou 75 dias para analisar uma ação contra o bolsonarista Cláudio Castro e apenas 9 dias para outra contra o petista Jaques Wagner.

Além disso, agora sabe-se que o Instituto Iter, onde o pastor se encontrou secretamente com Vorcaro, tinha contratos milionários com instituições públicas sem licitação. De Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes, o pastor ganhou quase R$ 2 milhões. De uma empresa ligada a Davi Alcolumbre, outros R$ 2,4 milhões.

O paladino pastor André Mendonça, que recentemente disse que o salário de ministro do STF o obriga a controlar os custos do dia a dia, pagou R$ 24 mil em um terno. Tem a mesma hipocrisia de qualquer bolsonarista.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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