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Em Serra Negra, seis dos 14 pacientes com câncer já esperavam, até 28 de agosto, há mais de 70 dias, prazo máximo previsto pela legislação, o início do tratamento depois do diagnóstico. Segundo o secretário municipal de Saúde, Ricardo Minosso, a prefeitura voltou a oficiar o Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-7) para cobrar providências, diante da insuficiência dos serviços oncológicos disponíveis na região. O problema persiste pelo menos desde 2023, quando entre 20% e 25% dos pacientes serranos já ultrapassavam o prazo legal, e tende a se agravar com o aumento dos diagnósticos. Na mesma reunião do Conselho Municipal de Saúde, Minosso também relatou falhas recorrentes no fornecimento de medicamentos de alto custo pelo governo estadual, cuja disponibilidade, segundo ele, varia de mês para mês.
Notícia completa
Pacientes diagnosticados com câncer em Serra Negra não conseguem dar início ao tratamento em até 70 dias depois do diagnóstico, como prevê a legislação. Os pacientes são incluídos no cadastro do Complexo Regulador Estadual, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mas não são chamados para a primeira avaliação dentro do prazo legal estabelecido.
Dos 14 pacientes serranos que estavam na lista de espera da regulação do Estado até 28 de agosto para iniciar o tratamento, seis já aguardam há mais de 70 dias. O secretário de Saúde do município, Ricardo Minosso, informou que a secretaria oficiou mais uma vez o Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS7), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, na expectativa de que o governo tome alguma providência. Essa, no entanto, não é a primeira vez que a secretaria encaminha ofício ao DRS-7 sobre esse assunto. "É uma situação grave que a gente vem discutindo nas reuniões mensais de gestores de saúde e que traz essa preocupação", disse.
O governo do Estado contratou duas clínicas oncológicas em Campinas por meio de chamamento público, mas os serviços oferecidos ainda são insuficientes para atender a população da região. O Hospital da Unicamp ainda é a principal instituição utilizada pelos pacientes serranos em tratamento oncológico. A situação pode se agravar porque a expectativa da Secretaria de Saúde de Serra Negra é de registrar novos casos de pacientes com diagnóstico de câncer.
O descumprimento do prazo legal para o início do tratamento dos pacientes diagnosticados e regulados pelo governo do Estado de São Paulo não é recente. Desde 2023, pelo menos de 20% a 25% dos pacientes serranos com diagnóstico de câncer esperam pelo início do tratamento por mais de 70 dias.
Desde então, a situação vem se agravando, entre outros fatores devido ao aumento de diagnósticos de câncer no município. Essa tendência deverá aparecer mais uma vez no relatório de saúde da cidade referente ao segundo quadrimestre de 2026, que será divulgado pela Secretaria de Saúde até o fim de setembro.
Essas informações foram dadas por Minosso na reunião do Conselho Municipal de Saúde, realizada de forma online no dia 31 de agosto. O secretário disse que decidiu informar os conselheiros sobre a oficialização mais uma vez do DRS-7 devido aos inúmeros pedidos de ajuda para acelerar o tratamento feitos por familiares de pacientes a conselheiros, aos vereadores e ao prefeito Elmir Chedid.
Outro problema que se arrasta é a falta de medicamentos de alto custo que não têm sido fornecidos com regularidade pelo governo do Estado de São Paulo.
"Há mês que falta uma grade maior, há mês que falta uma grade menor, há mês que não falta nada, é muito flutuante", informou Minosso.
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Salete Silva é jornalista profissional diplomada (ex-Estadão e Gazeta Mercantil) e editora do Viva! Serra Negra

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