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O que parecia óbvio de fato é óbvio: dinheiro público parece ter abastecido os cofres da família miliciana patrocinando o estranho filme sobre o chefe da quadrilha.
Quem está dizendo isso não é a PF, o PT ou algum esquerdopata, mas a polícia de Tarcísio de Freitas.
A produtora do filme é da mesma Karina Gama que tem um controverso e esculhambado contrato milionário (R$ 108 milhões) com a Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de Wi-Fi na periferia da Capital. Há várias denúncias de irregularidades nesse contrato.
“Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa “Wi-Fi Livre” tenham sido desviados para custear as atividades de produção” do filme sobre Bolsonaro, acusa a polícia.
Tudo indica que a polícia está no caminho certo, o que desmorona o argumento de Flávio Bolsonaro, de que o filme não tem dinheiro público.
Também fica escancarado que o outro dinheiro, de Daniel Vorcaro, de fato não era para filme nenhum. Tratava-se de pagamento de propina para a família, para sustentar as atividades do chapeiro contra o Brasil nos EUA.
Por fim, esses esquemas vão evidenciando que a família precisa estar sempre com perspectiva de poder, pois é assim que a fábrica de fazer dinheiro funciona.
GÊNIA – Conforme as investigações avançam, descobrimos que essa Karina Gama é capacitada para qualquer coisa. De construção civil a enfermagem, ela é capaz de qualquer negócio. Agora sabe-se que ela também teve um contrato de R$ 5 milhões com o governo do bolsonarista Ibaneis Rocha no Distrito Federal para capacitar professores da rede pública. Meu Deus!
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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