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Após anos, a canção de Cazuza continua atual. “Sua piscina está cheia de ratos, suas ideias não correspondem aos fatos... Transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro.”
Os muitos alertas para a importância da eleição legislativa também nunca foram tão atuais. O centrão está cheio de ratos.
A derrubada do veto do presidente Lula ao PL da dosimetria foi comemorada no Senado e nos perfis da extrema-direita. Comemoraram a liberdade de criminosos, sabotadores, espiões e golpistas. Causa própria.
Os ratos com participação no governo votaram também pela rejeição de Jorge Messias para o STF.
Já estão impondo ao Brasil a desesperança do crime organizado do Rio de Janeiro.
Provável candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad sintetizou essa conjuntura dizendo que o Congresso (centrão+bolsonarismo) derrotou o combate à corrupção “num grande acordo de impunidade”.
Quanto ao cenário político-eleitoral, Haddad acha que comparar Lula com Flávio Bolsonaro só é possível com uma grande lavagem cerebral coletiva.
De fato, os recortes das últimas pesquisas de intenção de voto mostram que a maior dificuldade de Lula é com o eleitorado evangélico, onde as pregações costumam ser quase que uma lavagem cerebral.
Mas como diz a mesma canção de Cazuza, se você acha que estou derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Comentários

Lula precisa agir de forma mais dura com o crime organizado e exigir punições como prisão perpétua, sem direito a regressão. A direita concorda com isso. E se for político perde todos os direitos políticos.
ResponderExcluirO que não dá é a sociedade ficar nesse prende e solta.
Por Bolsonaro de volta papuda é dar a dosimetria que a sociedade deseja.
Já a rejeição do nome do novo ministro do STF deveria ser seguida da exoneração de todos os cargos de partidos que apoiaram o novo golpe.