Além de questões paroquiais, como segurança, emprego, renda e sustentabilidade previdenciária, por exemplo, além da difícil relação de qualquer governo com o Congresso, a nova geopolítica global impõe a necessidade de um voto mais consciente do que nunca.
Análises de grandes corporações financeiras globais reconhecem que o mundo mudou. As relações de forças mudaram, o centro gravitacional dos negócios se desloca para o Oriente como nunca.
A nova onda de saída de capital dos EUA, para fugir de Trump e ficar mais no meio do caminho para a China, favorece os emergentes, mas impõe a busca vital de novas relações, o que exige experiência e preparo da diplomacia, sem o isolacionismo da gestão anterior.
Além da fragmentação geopolítica, a nova relação de forças tem ainda a influência da inteligência artificial. É preciso saber lidar com suas consequências, ou até impor limites.
Investidores do mundo todo estão numa fase de abandono de ativos tradicionais, migrando para IA, minerais críticos, petróleo, segurança e energia, atesta um grande banco dos EUA.
Esse conjunto de fatores leva o Brasil para uma situação de um pouco mais de conforto, mas não se pode colocar essa cartada em risco entregando o comando do País para uma marionete, um lunático que está sempre na direção contrária da nova geopolítica.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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