//FERNANDO PESCIOTTA// Made in Rio de Janeiro



Uma operação da Polícia Federal fez busca e apreensão na casa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro na sexta-feira (15). O bolsonarista é acusado de usar a máquina pública do Estado para facilitar crimes da Refit, refinaria de Ricardo Magro, outro bolsonarista refugiado nos EUA.

De acordo com entidades do setor, a Refit deixou de fazer refino de petróleo há tempos. Em vez disso, importa combustíveis sonegando impostos. Está devendo mais de R$ 52 bilhões em tributos.

A conclusão geral é de que a Refit só conseguiu esse status graças à aliança explícita com o centrão e o bolsonarismo.

Quando recebeu a visita – toc, toc, toc – da PF, Cláudio já não era governador. Ele teve de renunciar porque foi considerado culpado em ação por abuso do poder econômico. Ele e todo o seu entorno são investigados por envolvimento com o crime organizado.

Aliado de primeira hora, irmão, apesar de todo esse lamaçal Castro ainda briga na Justiça para ser candidato a senador na chapa bolsonarista.

É isso que deseja o também carioca e miliciano Flávio Bolsonaro, impor ao Brasil um grande Rio de Janeiro, onde crime organizado e Estado se misturam sem que se possa identificar onde começa um e termina o outro.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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