//FERNANDO PESCIOTTA// Contaminação sanitária e política



A cultura bolsonarista é definida pela adoração de coisas esquisitas como os integrantes da família miliciana e a Ypê. Só porque os donos da empresa doam um caminhão de dinheiro para a campanha da extrema-direita eles se veem no dever de comprar aquelas porcarias contaminantes. E ainda saem falando bem da empresa miserável.

Como se não bastasse vender produtos perigosos para a saúde humana, a Ypê maltrata sua gente. Foi condenada pela Justiça, em 2024, por obrigar os funcionários a terem a mesma opção ideológica do patrão. É assédio eleitoral que chama. Portanto, é no mínimo assediadora.

Gente sem muita coisa na cabeça organizou uma campanha nas redes sociais para defender a empresa dizendo que a decisão técnica de suspender a produção e distribuição de produtos agressivos era uma “represália” do governo. O bolsonarismo sempre foi assim, projeta nos outros o que é por dentro.

Pois o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS), da gestão do extremista Tarcísio de Freitas, atesta que “há risco sanitário” nos produtos da Ypê e por isso “não recomenda” o uso. Até a própria empresa decidiu manter a produção suspensa.

Imagens reveladas pela TV Globo mostram, ainda, sinais de corrosão nas máquinas da Ypê, numa clara demonstração de que os maltratos são com pessoas e com máquinas.

Ainda vão defender isso? Tenha dó.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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