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As teorias da conspiração costumam ser, por definição, delirantes, e em geral só param em pé na cabeça de gente igualmente delirante. A história de que a Ypê é vítima de perseguição é tão sem fundamento quanto aquela de que o dinheiro de Daniel Vorcaro não sustenta Eduardo Bolsonaro na fuga nos EUA.
Até o titubeante Flávio Bolsonaro admitiu que o dinheiro do Master foi para a conta do advogado do irmão no Texas.
Bom, mas agora sabe-se que a gigante multinacional Unilever, dona de várias marcas de produtos de limpeza, fez em outubro de 2025 e em março deste ano duas denúncias contra a Ypê na Senacon e na Anvisa, informando a contaminação microbiológica dos detergentes da Ypê.
A situação é tão séria que a própria Ypê admite que terá de investir pesado para retomar a produção, e sabia que tinha problemas. Tanto que havia apresentado à Anvisa um plano de adequação do seu parque fabril em Amparo que custava ao menos R$ 130 milhões.
Com a constatação do risco de contaminação, o plano foi redesenhado, dando maior importância ao tratamento da água.
Seja como for, a Ypê sempre soube que levava à casa dos consumidores o risco à saúde, já planejava investir para inibir os riscos, sem nenhuma conspiração. Assim como Flávio Bolsonaro só é candidato a presidente porque é a forma de manter o esquema de arrecadar dinheiro para a família, sem nenhuma conspiração. Realidade pura.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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