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Ao ser sabatinado na CCJ do Senado, Jorge Messias, o indicado pelo presidente Lula para uma vaga no STF, defendeu mudanças no Judiciário, condenou o aborto e enalteceu Deus.
Além de conhecedor das leis e da Constituição, Messias é evangélico. Daí a dúvida se ele adotou um discurso conservador sincero ou fez uma cena para agradar aos atrasados do Senado.
A partir das declarações de Messias, vi gente torcendo por sua rejeição, que acabou ocorrendo no plenário do Senado, um fato histórico e que motiva uma enxurrada de “análises” catastrofistas para Lula.
A derrota de Lula é fruto da traição alimentada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se aliou aos golpistas e passou o dia telefonando para senadores pedindo voto contra a indicação.
Em troca, prometeu um monte de coisas que resultarão em novas desgraças para o País.
Acho que Lula errou na escolha. O momento de sensibilidades impunha a indicação de alguém menos carimbado, talvez um personagem com apelo de gênero ou cor da pele, que levasse a discussão para outro viés.
A despeito disso, porém, o caso escancara um Congresso repleto de gente sem ética, sem caráter e sem nenhuma preocupação com o Brasil e sua gente. São golpistas e criminosos preocupados exclusivamente com sua conta bancária e seus esquemas heterodoxos.
É mais um triste capítulo de uma novela que só terá fim quando o eleitor tiver outro olhar para o voto proporcional.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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