//FERNANDO PESCIOTTA// As blusinhas e as redes sociais



Tem gente importante no entorno de Lula defendendo a tese de que cobrar imposto de importação das blusinhas importadas e vendidas pela internet causou desgaste de imagem para o presidente.

Esse pessoal quer, assim, que o fim da taxa das blusinhas, em detrimento do produtor nacional, seja incluído no pacote de bondades que o governo prepara para maio, quando pretende comemorar o “mês do trabalhador”.

Pode ser que a taxa das blusinhas tenha atrapalhado a popularidade do presidente, mas o ajudou a pagar as contas dos programas sociais. Além disso, a questão não é exatamente o impacto da taxa, mas a guerra de narrativas – por mais ojeriza que isso provoque – nas redes sociais.

Expoentes da oposição dizem, com alguma razão, que a eleição não será decidida pelo que se constrói, mas pelo pode de destruição. E nisso essa gente golpista é bem eficiente. Afinal, para destruir não é preciso ter compromisso com a verdade, com os fatos, com a ética, com nada.

Nesse sentido, mais uma vez o problema (e a solução) converge para a comunicação. Não é cobrar ou não cobrar a taxa, mas como se vende uma coisa ou outra.

Nunca é demais lembrar que as entregas estão sendo feitas. Mesmo com guerra e todo o ambiente externo desfavorável, a economia continua desempenhando acima do esperado pelos economistas. Renda e empresa continuam aquecidos, mesmo que isso tenha ficado em segundo plano para extratos relevantes da sociedade.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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