//FERNANDO PESCIOTTA// Imperador paulista



Aqueles que acusam o PT de aparelhamento são os que mais misturam interesses pessoais e políticos com o interesse de Estado.

Tarcísio de Freitas é o maior exemplo dessa mistura espúria. Ele acaba de colocar mais um integrante de seu governo no comando das agências reguladoras do Estado: Diego Domingues passa a presidir a Agência Reguladora de Serviços Públicos.

Agora, todas as agências são comandadas por gente do Executivo, numa mistura de interesses inédita na história do País.

São Paulo sempre viveu uma situação esquisita: agências reguladoras planejam e executam processos de concessão do Estado. É uma falência total da ideia de fiscalização e regulação do serviço público.

Essa mistura promíscua é fruto de mudanças promovidas pelo próprio Tarcísio, que promoveu a reforma das agências reguladoras em 2024, sob o argumento de dar mais “autonomia” às reguladoras.

É o que se observa, de fato. As agências estão com mais autonomia para preservar o governador, que pode fazer o que bem entender que nem a Assembleia e nem as agências reguladoras vão denunciar. Muito menos a mídia.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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