//SALETE SILVA// Caso da médica do Refúgio da Serra é tema para o Conselho Municipal de Saúde



Uma forma democrática de solucionar junto com os pacientes de Serra Negra o caso da demissão ou transferência da médica Thami Valadares Correa da equipe de Saúde da Família da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Refúgio da Serra seria a discussão do assunto pelo Conselho Municipal de Saúde com a população.  

Uma das funções primordiais do conselho é justamente dar voz à população na construção e fiscalização das políticas públicas de saúde. Trata-se de um órgão colegiado, permanente e deliberativo, o que significa que toma decisões reais sobre como a saúde funciona no município.

O Conselho Municipal de Saúde de Serra Negra é composto por representantes da Secretaria de Saúde do município, das empresas, dos trabalhadores, como o Hospital Santa Rosa de Lima e o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Circuito das Águas (Conisca), e também por seis representantes dos usuários do SUS. Consultei um médico experiente que trabalhou anos em Serra Negra que considera essencial a inclusão de uma equipe médica nessa discussão para estabelecer os critérios médicos necessários de uma consulta. 

Se o Conselho Municipal de Saúde tivesse chamado conselheiros e população com uma equipe técnica (médicos) preparada para discutir o assunto logo que começou a circular o abaixo assinado contra a demissão e transferência da médica, é possível que a solução viria de forma mais democrática, sem polêmica, judicialização e outros trâmites que só atrasam o bom atendimento e a participação popular nas decisões da administração municipal, que é o que mais interessa aos moradores da cidade. 

Para o médico, essa é mais uma aberração da uberização ou terceirização da saúde.

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Salete Silva é jornalista profissional diplomada (ex-Estadão e Gazeta Mercantil) e editora do Viva! Serra Negra

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