//FERNANDO PESCIOTTA// Ciro agiu para gangster da Faria Lima



O dono do Banco Master voltou a ser preso porque, segundo a Polícia Federal, ele montou uma organização criminosa nos moldes de uma milícia para atacar adversários, o que inclui jornalistas.

Conforme a PF, há uma infinidade de delitos. Ameaça de extorsão, corrupção, simulação de assalto e até sequestro, entre outros crimes.

“Esse Lauro quero dar pau nele, quebrar todos os dentes, num assalto”, disse numa mensagem sobre o jornalista Lauro Jardim. Para uma ex-funcionária desejou pior: “Vamos moer essa vagabunda”.

Vorcaro “contratou” o ex-diretor de Fiscalização e um servidor do Banco Central e tinha um funcionário, Luiz Mourão, o Sicário, responsável por monitoramentos digitais ilegais e ações criminosas. Preso ontem, Sicário “se matou” nas dependências da PF.

O dono do Master não estava sozinho. Ele mandou várias mensagens para sua namorada festejando o “amigo de uma vida”, se referindo ao senador Ciro Nogueira, dono do PP e apoiador da tentativa de golpe da extrema-direita.

Segundo as mensagens, Ciro propôs um projeto de lei para favorecer o Master em detrimento dos grandes bancos.

Ou seja, ficam confirmadas todas as suspeitas do envolvimento de Ciro Nogueira com o crime organizado instalado na Faria Lima.

Não será nenhum espanto se descobrirem que essa montanha de dinheiro sujo tenha ajudado também na tentativa de golpe, assim como ajudou muito a campanha do miliciano, de Nikolas e outros integrantes da quadrilha.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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