A desolação do local é tão evidente, mas tão evidente, que passa despercebida, como já tivesse se incorporado à paisagem urbana. Antigamente, quando aquele espaço perto da Estação Rodoviária era ocupado por bares e lanchonetes, pelo menos ele tinha vida, ao contrário de hoje, com seus boxes de venda de artesanato, alguns bancos, o simpático coreto, sanitários - e zero público.
O Centro de Artesanato, fechado na maioria dos dias, cercado por um antipático gradil, é exemplo de obra que não se sabe por que foi feita. É mais um exemplo do amadorismo das gestões municipais que capricham na tarefa de travar o desenvolvimento de Serra Negra.
O vereador Renato Giachetto (União Brasil), defensor intransigente da administração Chedid, parece ter opinião semelhante à deste escriba sobre o quanto aquele local é inaproveitado. Tanto que fez duas indicações para a prefeitura. Uma, para que se façam "as obras de infraestrutura e atrativos necessários, inclusive lanchonetes e área para alimentação para munícipes e turistas poderem melhor usufruir do Centro de Artesanato", e outra para que se coloque "cobertura" nos bancos ali existentes.
Acrescentaria uma singela contribuição às demandas do vereador: que tal se o seu simpático coreto cumprisse a sua função e abrigasse músicos para alegrar aquele espaço com suas melodias?
Creio que o vereador não se oporia à ideia. O difícil é convencer o prefeito e seus assessores de que o turismo de Serra Negra vai além da Rua Coronel Pedro Penteado e da Praça João Zelante.
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Carlos Motta é jornalista profissional diplomado (ex-Estadão, Jornal da Tarde e Valor Econômico) e editor do Viva! Serra Negra

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