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Tudo que se refere à Venezuela é um grande mistério por enquanto. Ninguém sabe ao certo o que de fato ocorria no país e quem entregou Nicolás Maduro aos EUA.
Independentemente de coisas boas ou ruins que estivessem acontecendo, é certo que a ação americana não passa de um sequestro de um cidadão venezuelano e de um assalto das maiores reservas de petróleo do mundo. Sem falar dos minerais raros.
Do ponto de vista geopolítico, o recado de Donald Trump é para a China, em primeiro lugar, e à Rússia. Sob o imperador laranja, os EUA querem recuperar o status da América Latina como quintal americano.
Além de importar 70% do petróleo venezuelano, a China tem amplo comércio com todos os países da região e ocupa o lugar que um dia foi das empresas americanas na construção de infraestrutura no subcontinente.
Na sessão extraordinária da ONU para tratar do assunto, o embaixador dos EUA, Mike Waltz, foi transparente ao dizer que os EUA não vão deixar as “maiores reservas energéticas do mundo” sob controle de seus adversários.
Trump não está nem aí para o regime. Não se importa com a baboseira repetida pela extrema-direita latina, como a brasileira, sobre a pseudodemocracia desejada para o país. Direto ao ponto, disse que está disposto a subsidiar a reconstrução da indústria petrolífera da Venezuela.
Parênteses: segundo a agência Reuters, um investidor anônimo ganhou US$ 410 mil ao apostar na derrubada de Nicolás Maduro na Polymarket, uma plataforma de previsões, horas antes da ação militar americana.
O que toda essa crise explicita é que o imperador está disposto a usar a força para fazer o que ele e sua trupe de fato querem: ganhar dinheiro.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Comentários
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Não se trata só de um roubo é o fim do direito internacional é a volta da lei da selva.
ResponderExcluirSó que nessa selva temos mais atores. A China investiu 60 bilhões na Venezuela e não ficará a ver navios, quer dizer petroleiros sendo roubados na cara dura.
O preço será duro para os EUA. Isolado e com Trump sendo eliminado por sua doença o mundo dispara uma nova corrida por armas nucleares. Logo chegará a conta dessa aventura e o próprio povo norte-americano já sabe quem vai pagar a conta.