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Especialistas costumam repetir que toda criança se desenvolve testando os limites dos pais. Esbravejam, choram, fazem birras e se arrastam pelo chão para ver até onde pode ir.
É o que fazem os infantis e mimados parlamentares do Congresso. Testam limites. Durante toda a gestão do miliciano, forçaram essas barreiras e diante de um governo fraco, avançaram sinais. Mas as manifestações de domingo e as reações nas redes sociais podem ter colocado uma barreira.
Diante da reação social, senadores e deputados pensam em rever as aberrações da PEC da Bandidagem e a anistia aos que cometeram crimes para tentar dar um golpe de Estado. Até a indicação do bananinha para ser líder de alguma coisa e se livrar da cassação está indo por terra.
Ainda assim, a ideia é continuar testando limites. Para a blindagem dos bandidos, a nova versão é limitar o alcance a crimes contra a honra. Continua sendo uma aberração, como se parlamentares fossem cidadãos extraclasse.
Neste momento, não há aderência. A tendência ainda é de derrubada da matéria no Senado. Como disse educadamente o relator, senador Alessandro Vieira, a proposta é “inoportuna, equivocada e inconstitucional”. É muito mais do que isso.
Quanto à anistia, até a redução do tamanho das penas perdeu ânimo, mas na Câmara, tudo é possível.
De qualquer forma, o problema é que matérias importantes ficam inviabilizadas por essas lenga-lengas. É preciso tirar esse lixo todo do caminho para o Congresso ver se trabalha um pouco.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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