//FERNANDO PESCIOTTA// Só mais uma mentira



O miliciano candidato da extrema-direita parte do princípio de que 100% do eleitorado brasileiro é imbecil. Nos chama de burro na cara dura.

Diante da evidência de que o Senado aprovaria a mudança da jornada de trabalho, com o fim da escravidão imposta pela escala de seis dias de trabalho com apenas um de descanso, o miliciano disse que apoiaria a proposta do governo.

Saiu da entrevista, após visita ao papai encarcerado, e foi falar com empresários em São Paulo. No convescote com uísque e champagne, disse que se eleito vai acabar com essa palhaçada de trabalhador ter folga. Prometeu uma regra na qual cada um vai ganhar pela hora trabalhada. Quer trabalhar menos do que 24 horas por dia, não vai receber nada.

Se o trabalhador ficar doente, não recebe salário. Se quiser sair de férias, não terá salário. Folgas e ausências deixam de ser remuneradas. Fica revogada a Lei Áurea.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcanti, confirmou nesta quarta-feira (14) a intenção de aprovar o sistema de hora trabalhada. “No ano que vem vamos adotar o regime de horas trabalhadas”, afirmou.

Entre mentir para rico e para pobre, quem tem mais chance de chantageá-lo, de cobrá-lo? Flávio Bolsonaro precisa mentir para a massa. Mente, mente descaradamente.

Bem-feito para quem ainda vota nele. Corre o risco de ter direitos excluídos, perder benefícios e assistir de camarote a transferência de renda para os mais ricos. Sim, com ele o dinheiro público seria voltado a programas para deixar os ricos mais ricos e os pobres, miseráveis.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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