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Nada menos do que 34% dos eleitores do Estado de São Paulo não votaram em ninguém neste domingo. Recorde total e absoluto. Entre votos brancos e nulos e abstenções, mais de um terço, portanto, optou pode deixar nas mãos dos outros o destino político do País. Em nível nacional, 39.444.291 pessoas seguiram esse caminho.
Quem efetivamente foi às urnas e dedilhou números escolheu o atraso.
Jornalistas, cientistas políticos e especialistas que fazem análise política tentam entender e explicar a barbárie.
Na disputa presidencial, não só por contrariar as expectativas. Busca-se explicar as razões que levaram o eleitor ao estrago. Afinal, a gestão Lula pode ser criticada, mas apresentou resultados.
Flávio não se diferencia de Lula em nenhum dos critérios normalmente usados nas análises políticas. No item corrupção, por exemplo, ele é o ícone do caso Master. Miliciano, ligado ao crime organizado e presidente da República? Que país é esse?
O custo das compras no supermercado e até o voto útil de eleitores de outros candidatos de direita são algumas das possibilidades apontadas. O terceiro colocado, Augusto Cury, teve apenas 2,89% dos votos. Romeu Zema se limitou à insignificância de 0,27%. A migração pode ter ocorrido.
O avanço da extrema-direita no mundo e particularmente na América Latina é outra justificativa.
Os pleitos regionais ajudam a reforçar o argumento. São Paulo, Minas Gerais e até o Rio de Janeiro referendaram candidatos fracos, mas de direita. Com o agravante da clara ligação com o crime organizado no Rio.
Em São Paulo, por causa do reacionarismo histórico do Interior, pois Lula e Fernando Haddad venceram na Capital, incluindo bairros como Pinheiros.
No Nordeste também há algum respiro. Na Bahia, maior colégio eleitoral da região, o petista Jerônimo Rodrigues se reelegeu com 55,8% dos votos. No Ceará, também ao contrário das pesquisas, o petista Elmano de Freitas (53,19%) liquidou a fatura diante do tresloucado Ciro Gomes.
Para concluir o cenário de barbárie, a formação do Congresso é desesperadora. A partir de 2027, o Brasil viverá um período de trevas profundas, densas, muito escuras. Se você acredita em Deus, está na hora de suplicar a Ele.
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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Comentários

Oremos!
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