//FERNANDO PESCIOTTA// Fachin decide agir para conter crise



Nunca antes na história deste país um ministro do STF foi tão calhorda para fazer campanha eleitoral usando o cargo como André Mendonça o faz em favor do miliciano e da extrema-direita.

Pastor, o ministro terrivelmente evangélico chega à frente do espelho e decreta punições severas por tantos pecados cometidos.

Para piorar a situação, que se tona dramática, a Corte está sendo presidido por um banana lavajatista. Edson Fachin é lento e tenta ser cuidadoso demais numa situação extrema. A casa pega fogo e ele não usa a mangueira velha e cheia de furos que tem à mão.

A falta de energia para contornar a crise pode levar o STF ao destino desejado pela extrema-direita: a falta de legitimidade para evitar eventual nova tentativa de golpe.

Não é à toa que o bolsonarismo esfrega as mãos com a crise na Corte. Não é sem propósito que a campanha dos extremistas explora um lado só das denúncias contra os ministros, reforçando a percepção de que André Mendonça é o ponta de lança da campanha no STF.

Lula age para estancar a crise e pede a transparência total, sem vazamentos seletivos, que induzem a interpretações e não a conclusões concretas. Quer reforçar a imagem de estadista, mas isso não parece ser um critério meritório para a parcela mais ignorante da sociedade. O Brasil não é para amadores.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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