O ministro André Mendonça, cujo gabinete no STF é responsável pelo vazamento de informações, muitas vezes superdimensionadas, do processo envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, acha que seu salário lhe dá “condição média” de vida.
Oficialmente, sem penduricalhos, ele ganha até R$ 43 mil por mês, tendo casa para morar, carro, combustível e uma série infinita de mordomias, além de convites para palestras (muito bem) remuneradas.
Mendonça chegou à Suprema Corte por ser dono de um currículo peculiar. Foi indicado ao STF pelo bolsonarismo para ser um ministro “extremamente evangélico”.
Nesses poucos anos no cargo, não está relacionado a nenhuma grande decisão que o colocasse acima desse perfil. Continua sendo um juizinho que faz as vontades de Michelle Bolsonaro, de quem é “irmão em Cristo”.
No seu primeiro grande caso, para o qual as atenções eleitorais estão voltadas, Mendonça decidiu ser fiel, sem nenhum trocadilho, ao que lhe levou à Corte. Decide a favor dos interesses eleitorais bolsonaristas.
É nessa condição que se revelou insatisfeito com seu salário, mesmo reconhecendo que está “muito acima” do restante dos brasileiros. “O salário, ainda que seja bom, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras. A gente tem de controlar a despesa no dia a dia”, afirmou, após lavar a cara com óleo de peroba.
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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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