//FERNANDO PESCIOTTA// Ambiente tóxico



A China está construindo uma “muralha solar”. Em pleno deserto na Mongólia será erguida a maior usina de geração de energia solar do mundo, com incríveis 400 quilômetros de extensão e cinco de largura. Estará pronta em 2030.

O país também avança ferozmente na tecnologia para a corrida à Lua. O novo foguete Longa Marcha 10B tem detalhes que superam o Falcon 9, da estadunidense SpaceX.

Corta para outra notícia: o jordaniano Omar Yaghi, um dos vencedores do Nobel de Química de 2025, trocou a Universidade da Califórnia pela Universidade Tsinghua, em Pequim.

Cientistas do mundo todo dizem que a China está ampliando ainda mais seus investimentos científicos, mas essa não é a única razão para a imigração.

A húngara Katalin Karikó, vencedora do Nobel de Medicina em 2023, diz que os EUA já não são um bom ambiente para a ciência. Graças às descobertas de Katalin junto com Drew Weissman foi possível fazer a vacina contra a Covid 19.

Os EUA estão contaminados pela ignorância de seu presidente. Assim como em outros países, a exemplo da oposição à vacina na pandemia, a extrema-direita tem um histórico de perseguição a tudo que possa parecer inteligente.

O mundo da ciência está deixando um recado muito claro: a relação com Trump é tóxica e prejudicial. Além disso, evidencia que o desenvolvimento gira em direção à China e que a fixação com os EUA pode ser um atraso.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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