//FERNANDO PESCIOTTA// Responsabilidade criminal



O escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, o gângster do Banco Master, não pode e não deve ser esquecido. Entre outras coisas gravíssimas, o caso motivou a ida do miliciano aos EUA para provocar mais ataques ao Brasil, dando uma banana à soberania nacional.

Se continuar puxando o fio do novelo, mais esgoto se encontrará. Para tentar se safar, agora o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, abriu um processo de caça às bruxas.

A prefeitura informou que afastou um gerente de eventos da SPTuris, empresa de eventos e turismo do município, por suspeitas envolvendo a produtora do filme do miliciano que ocupou o Palácio do Planalto.

Rodrigo Balzan é investigado por ligação com uma rede de empresas que atendem ao tal de Instituto Conhecer Brasil, uma das teias da picaretagem da tal empresária Karina Gama, que parece ser um elo importante na arrecadação de dinheiro público para a família miliciana.

Ou seja, agora o prefeito está querendo nos dizer que pode ter identificado um agente da milícia na sua gestão, e que ele não tem nada com isso.

Então tá, a prefeitura gastou milhões com uma empresa que tudo indica ser de fachada, investimento que até a semana passada o prefeito defendeu, e agora ele aponta para um responsável por suposta ação criminosa.

Não é de espantar. O bolsonarismo é feito de covardes. 

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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