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Segundo pesquisa Datafolha, 75% dos brasileiros não conseguem mencionar o nome de nenhum senador e 68% não consegue lembrar de um único deputado. É um escárnio.
Talvez por isso suas excelências parlamentares se sintam no direito de fazer aberrações. Sabem que são ignoradas e quando quiserem renovar o mandato é só pedir voto que ninguém vai lembrar de nada.
Pode ser uma das razões de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, por exemplo, definir a votação de pautas totalmente irresponsáveis, que colocam a gestão pública sob risco.
É uma das razões, também, de deputados e senadores destinarem dinheiro de emendas para projetos que visam exclusivamente enriquecer apadrinhados, parentes e suas próprias contas bancárias.
Mário Frias e Eduardo Bolsonaro destinaram R$ 860 mil para uma ONG desconhecida sob o argumento de que fará um documentário sobre regimes comunistas. O PL, partido da gangue de extrema-direita, deu mais R$ 600 mil. Uma farra com dinheiro público cujo destino é totalmente suspeito.
Passou da hora de o voto proporcional ser mais consciente, e de o eleitor acompanhar de perto o “trabalho” parlamentar, da Câmara de Vereadores ao Senado.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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