//FERNANDO PESCIOTTA// O candidato que é uma ameaça ao Brasil



A ida de Flávio Bolsonaro aos EUA foi pensada para tentar legitimar uma ameaça estrangeira ao País. O miliciano foi recebido na Casa Branca com a condicional de concordar com a decisão do governo dos EUA de ter argumentos para agir contra o Brasil.

Sim, é disso que se trata. A decisão de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas não passa de pretexto para pressionar o País a abrir as terras raras aos interesses do capital norte-americano.

A medida terá impacto negativo nos negócios e nos investimentos. Instituições financeiras já receberam pareceres de escritórios brasileiros e dos EUA alertando para um cenário preocupante, de aumento de risco e de custos para vários setores.

A decisão pode ter efeito até sobre o Pix. Especialistas consideram que se os EUA entenderem que os “terroristas” usam o Pix, pode haver imposição de restrições a bancos brasileiros e até impedimento de negócios com empresas que também usem o Pix.

O curioso do endosso do miliciano é que em fevereiro ele votou contra a classificação de organização terrorista das facções criminosas. Mais curioso é o fato de ele ser “irmão” de tantos aliados presos por serem de organizações criminosas, a exemplo do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar.

Parlamentar totalmente improdutivo – em oito anos no Senado, apresentou apenas dois projetos e nenhum foi transformado em lei – Flávio Bolsonaro age contra o Brasil.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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