//FERNANDO PESCIOTTA// Uso da máquina pública na campanha



Circula nos bastidores da política que um tal de Marcello Lopes é o cara na campanha de Flávio Bolsonaro. Marcelão é oficialmente “conselheiro” do senhor rachadinha, mas manda e desmanda.

Ex-policial, claro, Marcelão é dono da Cálix Propaganda, fundada em 2003 com a proposta de ser “uma empresa familiar com foco no trabalho compromissado, na fé e em muita criatividade para atingir seus objetivos”, como dispõe em seu site.

Marcelão tem sido muito fiel, de fato, para atingir seus objetivos.

Aparentemente, a empresa atua na área de comunicação, mas uma comunicação tão eficiente que não se sabe exatamente o ramo onde atua. Também não esclarece quem são seus clientes, embora pareça que a Cálix trabalha para o governo de Minas Gerais e o BRB, claro.

Há quem diga que o escândalo do BRB com o Master tem como origem a intenção do banco estatal do Distrito Federal de se transformar em braço financeiro da campanha da extrema-direita.

Consta, ainda, que a Cálix acaba de ganhar parte da conta da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo do Estado de São Paulo, de Tarcísio de Freitas. Não quero dizer nada, mas tem cheiro de triangulação.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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