//FERNANDO PESCIOTTA// Derrotas e vitórias



Segundo o jornal The New York Times, o governo dos EUA usou o Paquistão como intermediário para o envio ao Irã de um documento com 15 pontos para o encerramento do conflito no Oriente Médio.

Sem se referir à revelação, Donald Trump disse que a guerra já foi vencida.

Vejamos.

De acordo com dados do Federal Reserve, o banco central do país, o Deutsch Bank conclui que grandes investidores institucionais globais venderam ao menos US$ 75 bilhões em títulos do tesouro dos EUA desde o início dos ataques ao Irã.

Trata-se da maior fuga do lastro dos EUA num período de quatro semanas desde março do pandêmico 2020. Ou seja, os papéis perdem credibilidade em meio a uma onda interminável de desvalorização do dólar.

Nova pesquisa Reuters/Ipsos indica clara perda de popularidade de Trump. Conforme o levantamento, sua aprovação caiu de 40% para 36% em um mês. A população não aprova a guerra com o Irã e está descontente com o aumento do preço dos combustíveis que ela provoca.

Além disso, por mais avariado que possa estar, o Irã continua no controle do Estreito de Ormuz e tem feito ataques a Israel e a unidades militares dos EUA na região.

Por tudo isso, Trump está muito longe de ser vitorioso numa guerra para a qual foi levado por Netanyahu, de quem parece ser refém.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

 


Comentários

  1. Diz o ditado que, numa guerra, a primeira vítima é a verdade.
    Trump mente descaradamente fruto da sua senilidade e doença de Alzheimer.
    Só as suas cochiladas e devaneios de supostos acordos e prazos deixam a todos atônito.
    Ele não está só nessa decadência política, econômica (fim do petrodolar) e moral (caso Epstein). Há por trás dele todo um arcabouço golpista, fascista e supremacista branco.
    O grande embate foi o controle de Israel, com seu sionismo expansionista usar as forças armadas dos EUA.
    Mas onde anda o povo que vê sua vida inflacionar, suas propriedades irem ruína, suas casas tomadas por bancos e o desemprego destruir famílias.
    O Irã está na dele, muitos países vizinhos estão com ele contra mal universal.
    O mundo assiste ao fim do império dos EUA e de sua doutrina colonialista, mas o desespero dele será sobre os pequenos. E para isso é preciso armai-vos uns aos outros, pois o tombo do gigante fará onda.

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