//FERNANDO PESCIOTTA// O jeitinho Lula de chamar o MDB



“Se a gente escolher um candidato ao governo, o Alckmin, Haddad ou a Simone Tebet, vamos ganhar as eleições em São Paulo. Quero comparar quem é que fez mais política de inclusão social. Comparar as políticas sociais que fizemos com os governadores. O que fez o seu [Romeu] Zema de inclusão social? E o que fizemos em Minas Gerais. O que fez o Tarcísio com os hospitais. É isso que vamos comparar, dar argumentos para o debate político.”

A declaração é do presidente Lula, em longa entrevista ao vivo ao portal UOL. Ele disse, ainda, que Fernando Haddad e Geraldo Alckmin têm um compromisso eleitoral em São Paulo.

As afirmações estão sendo entendidas como aumento da pressão principalmente sobre Haddad, que reluta em se candidatar a governador ou senador.

A citação de Alckmin feita por Lula é que é a novidade dessa história. Não foi ao acaso que o presidente citou o “compromisso” do seu vice com São Paulo.

É que nos últimos dias surgiu um movimento para tentar atrair o MPB para a reeleição de Lula. Apesar de resistências internas, como o apoio bolsonarista em segmentos do partido, ele é visto como a única sigla de centro que poderia migrar para o barco petista. E a forma de atraí-lo seria a concessão da candidatura a vice-presidente.

Para isso, portanto, Lula precisaria da vaga hoje ocupada por Alckmin. Lembrá-lo do seu “compromisso com São Paulo” é uma forma de dar viabilidade ao projeto MDB.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com


Comentários

  1. Lula precisa terminar seu mandato e tem um congresso dexextrema direita, fascista e vota contra o povo, mas onde está o povo?
    Será que para o eleitor de Minas, SP e RJ é tão difícil de ver e entender a realidade em seus Estados?
    O problema está em furar a bolha de dissonância cognitiva produzida pela Globo, nos idos, da lavagem jato. Fizeram, com o apoio do mercado e da milícia, uma lavagem cerebral no eleitor chegando ao ponto de votarem nesses crápulas, inimigos do povo, que dificulta a vida do executivo.
    Nunca os indicadores sociais estiveram tão bons. Mas como o eleitor enxerga isso quando nossa mídia cega a mente e o impede de conhecer a verdade?
    O caso brutal é o Sul, com exemplos clássicos de governos fascistas, desonestos e que querem se perpetuar no poder.
    O MDB nunca será apoio e sim continuidade de golpes, pois suas lideranças são corruptas e golpista. Vide caso Temer.
    A rede social e os blogs de esquerda precisam fazer conteúdos que forem essa bolha dexextrema direita, alimentada pelos EUA.

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