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Antes mesmo do final do ano, o Estado de São Paulo já tem o recorde de feminicídios. São 53 vítimas fatais até o final de outubro, ante 51 casos no ano passado.
De acordo com estudos do Instituto Sou da Paz, a Capital é cenário de uma de cada quatro ocorrências desse tipo de crime no Estado governado por Tarcísio de Freitas.
Todos os dados confirmam a tendência histórica da violência contra a mulher, com a maioria dos casos (67%) ocorrendo dentro de casa.
O que se vê do poder público estadual é nada. Zero, nenhuma atitude, nenhuma política pública para conter o feminicídio. Na gestão estadual não há nenhuma pasta voltada especificamente à defesa da mulher, como ocorre no governo federal.
Ao contrário, o governador integra um grupo político de extrema-direita que concorda, por exemplo, com a proibição de aborto até de meninas estupradas, o que não deixa de ser um estímulo à violência.
Há a constatação de especialistas, de que falta prioridade orçamentária e de que há omissão social agravando o problema.
Com visões velhas, ultrapassadas, o governador e sua horda preferem imprimir força e violência nas polícias como se isso resolvesse todos os problemas. Sem ações específicas, inteligentes e, principalmente, sem exemplo de respeito à mulher, essa situação não terá fim. E isso não se pode esperar desses extremistas.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Comentários


A violência contra a mulher é fruto de um processo cultural. Pessoas instruídas, que passaram por uma escola de qualidade , trocam a violência pelo diálogo.
ResponderExcluirMas, como todo governo de direita, investir em educação é jogar dinheiro fora. Instruir é dar liberdade de escolha no trabalho e na vida social. Sem estudo, a relação trabalhista é de exploração e de violência. Como maioria no país é de mulheres, cabe a elas mudar politicamente esse governo.