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Ao longo de todo esse primeiro ano de mandato, o presidente da Câmara, Hugo Motta, foi chamado, com toda a razão, de fraco. Talvez por isso, ontem ele reagiu recorrendo à truculência, o que só serviu para reafirmar sua fraqueza.
Não me furto a defender a violência, desde que ela seja o último recurso de agentes do Estado para proteger a lei e os oprimidos. Mas esse não foi o caso de Motta.
Ao ver o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) repetir o que bolsonaristas fizeram com sucesso em agosto, se apossando da cadeira da presidência da Câmara, Motta tirou os jornalistas da Casa, fechou o sinal da TV Câmara e mandou a polícia legislativa usar a violência, sem nenhuma tentativa de diálogo prévio.
Aparentemente, Motta aceitou a pressão da anunciada candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e o “preço” colocado para sua desistência. Flávio buscou apoio do centrão, ouviu um rotundo não, mas o grupo saiu atrás de uma solução para ajudá-lo a desistir.
Foi o que Motta fez, com a votação da “dosimetria”, apelido marqueteiro que arrumaram para a anistia light aos golpistas. A Câmara aprovou uma lei que muda o Código Penal Brasileiro sob os moldes exclusivos de benefício de um líder golpista.
A ver o que o Senado fará com essa aberração, mas fica claro que Motta já não tem nenhuma condição de presidir a Câmara.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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Comentários


Não se trata só de Motta, mas de um partido conservador e fascista. Queira ou não, o setor conservador da nossa sociedade aposta nisso como modelo de conservação de suas regalias. A truculência é acessório do fascismo e a prática da repressão, um modelo antigo do modus operandis.
ResponderExcluirPobre é o eleitor que se prende ao que há de pior no social. A falta de educação e a visão religiosa distorcida matariam Cristo, caso voltasse.