//FERNANDO PESCIOTTA// Oposição quinta série



A solenidade de promulgação da reforma tributária no Congresso foi histórica em todos os sentidos. Marcou a consagração de uma reforma que vinha sendo debatida havia mais de 30 anos, embora na gestão passada tenha adormecido, como tudo naquele governo (?). Marcou também incivilidade da oposição, que mais parecia a quinta-série.

A oposição ligada ao miliciano é raquítica. Não fosse o Centrão, o governo não teria trabalho no Congresso. É pobre em tamanho, miserável em ideias e projetos, inconsequente na atitude e desprezível moralmente.

Na sessão do Congresso para a promulgação da reforma tributária, o presidente Lula foi recebido com gritos de "Lula guerreiro do povo brasileiro”. A oposição miliciana reagiu com xingamentos e, como crianças da quinta série, esses parlamentares cantaram o Hino Nacional de costas para a mesa.

Preocupação, porém, causam os profissionais do Centrão. A última novidade é o roubo de verba do Orçamento de 2024 para financiar a campanha eleitoral.

O relator do projeto de lei orçamentária, Luiz Carlos Motta, ampliou ainda mais as emendas parlamentares no Orçamento prevendo R$ 53 bilhões para obras e custeio em projetos indicados pelos parlamentares e cortou verbas do PAC, e ainda elevou o fundo eleitoral de R$ 993 milhões para R$ 4,9 bilhões.

Com aliados assim, a oposição se restringe ao comportamento quinta série.

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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com



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