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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil |
Cobrado com insistência, o presidente Lula fez nesta quarta-feira (31) sua mais incisiva entrada na articulação política do governo na atual gestão. Logo pela manhã, se reuniu com ministros da área política e o líder do governo na Câmara, José Guimarães. Pouco antes, falou com o quadrilheiro Arthur Lira.
O objetivo era tentar colocar fim às sucessivas derrotas do governo no Congresso, visando a mais importante votação até aqui, da MP que reestrutura os ministérios.
A movimentação parece ter dado resultado. No final da noite, a Câmara aprovou a MP por 337 votos a 125. Os deputados ainda analisaram quatro emendas, chegando a acordo em uma, a que extingue a Funasa, como queria o governo.
O texto agora precisa de aprovação do Senado até o final da noite desta quinta-feira (01), sob pena de caducar.
O jogo é bruto, Lula sabe disso e não ficou na ortodoxia. Nesta manhã de quinta (01), a Polícia Federal faz uma operação em Alagoas, território de Lira, contra lavagem de dinheiro e fraude em licitações.
Também não deve ter sido mera coincidência que poucas horas antes da votação da MP o ministro Dias Toffoli, do STF, liberou para o plenário da Corte uma ação que pode transformar Arthur Lira em réu.
O processo estava na gaveta do ministro indicado ao STF por Lula havia três anos. O pedido de vista acabou exatamente momentos antes da votação da MP. Toffoli, que impediu Lula de deixar a prisão em Curitiba para ir ao enterro de seu irmão Vavá, há tempos se desesperava para se redimir com o presidente.
Ao que tudo indica, a decisão tirou forças da chantagem que Lira vinha fazendo ao extremo com Lula e seu governo. Para se salvar da degola no STF, agora ele precisa da ajuda do presidente. O jogo pode ter virado.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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