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| Fonte ao lado da Rodoviária: surpresa que embeleza o local |
Os artesãos aprovaram as novas instalações na Praça Sesquicentenário e os turistas devem ter apreciado a fonte na esquina próxima à parada dos trenzinhos. A Praça Sesquicentenário está cada vez mais do jeito que precisa estar para atrair visitantes e elevar o faturamento das empresas ligadas à área do turismo, motor da economia da cidade.
É inquestionável a estratégia de direcionar recursos e investimentos para a economia girar. A prefeitura está investindo cerca de R$ 2,3 milhões para revitalizar o local. Os recursos, provenientes do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur), do governo do Estado de São Paulo, estão sendo repassados em quatro parcelas. Falta ainda uma de cerca de R$ 700 mil.
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| Piso da Praçona: perigoso para corredores e pedestres |
O projeto de revitalização prioriza as demandas turísticas, mas ainda não contempla a utilidade básica da praça para os moradores que costumam caminhar ou correr no local. A pintura e o conserto dos trechos mais danificados melhoraram o aspecto, mas o piso ainda não oferece a segurança necessária para os corredores nem para quem circula em cadeiras de rodas ou com carrinhos de bebês. Ainda há muitos desníveis e rachaduras e o piso não é adequado para a prática esportiva. A exemplo dos demais projetos urbanísticos da cidade, como a cópia da Fontana di Trevi e a reforma da Praça da Matriz, faltou ouvir a população sobre quais melhores soluções para a Praça Sesquicentenário. O projeto foi aprovado pelo Conselho Municipal de Turismo (Comtur) sem a apresentação de um croqui e sem seu detalhamento.
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| Artesanato ganhou novo espaço |
A fonte inaugurada na semana passada sem dúvida surpreendeu até quem aprovou o projeto sem saber exatamente como ficaria a praça. A aprovação pelo Comtur foi acelerada para a prefeitura não perder os recursos do governo do Estado.
A participação da sociedade na definição dos projetos urbanístico torna possível conciliar os interesses econômicos, turísticos e também sociais. Debate-se nos últimos meses uma nova identidade turística para a cidade. O projeto da Praça Sesquicentenário, além de contemplar os interesses turísticos, poderia reforçar a vocação de Serra Negra para o bem-estar e a saúde se contemplasse uma área devidamente estruturada para quem deseja exercitar-se, praticar corrida e caminhada.
Os projetos urbanísticos não servem apenas para criar novos espaços e os de revitalização não apenas para renová-los. Eles servem para planejar a cidade e minimizar os problemas urbanos.
Um espaço adequado não só estimula as atividades físicas básicas para melhorar a qualidade de vida da população como pode ajudar a disseminar o conceito de convivência harmoniosa entre motoristas, ciclistas e transeuntes. Quando o poder público abraça uma ideia fica mais fácil disseminá-la entre os moradores.
Além de um atropelamento de ciclista registrado na sexta-feira 21 de abril, transitar por ruas e calçadas na cidade na semana passada era um desafio, maior ainda para quem se arriscou a praticar corrida na área central.
Além do risco de atropelamento, há muita impaciência e falta de educação de motoristas que gritam ou buzinam quando o pedestre, o ciclista ou o corredor atrapalham sua passagem. Um debate democrático contribui para humanizar os espaços públicos.
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Salete Silva é jornalista profissional diplomada (ex-Estadão e Gazeta Mercantil) e editora do Viva! Serra Negra
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