O jornal The New York Times sustenta que as três razões dadas por Donald Trump para atacar o Irã, todas relacionadas à questão nuclear, não param em pé. São falsas ou não comprovadas.
Autoridades americanas e europeias, além de agências internacionais da questão nuclear, apresentam um quadro diferente da urgência e ameaça iraniana apresentadas por Trump, que estaria desenhando um quadro irreal para justificar uma ação militar que na verdade é política.
Além da morte de líderes iranianos, declarações de Trump nas últimas horas, feitas desde que se iniciaram os ataques conjuntos com Israel, confirmam que seu objetivo é a derrubada do regime.
Trump continua querendo ser o xerife do mundo. Ele condena países cujo governo considera ditatorial. Não quer semelhantes governando por aí.
Essa guerra interessa particularmente a Trump e ao primeiro-ministro de Israel. Ambos buscam na guerra uma sustentação política interna para sobreviver.
Só que desta vez a gravidade do conflito faz o mundo pagar a conta, com risco de inflação e recessão, além da questão humanitária e o desrespeito às leis internacionais.
Qualquer posição que não seja de condenação das ações militares, como faz a oposição de extrema-direita no Brasil, é irresponsável e hipócrita, pois a ação militar só vai servir para estimular o radicalismo.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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