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A Procuradoria-Geral da União pediu ao Supremo Tribunal Federal que ignore as denúncias feitas pela CPI da Covid a Bolsonaro, Eduardo Pazuello, Braga Netto e outras autoridades que ajudaram a matar brasileiros na pandemia.
Assinada pela sub-procuradora, Lindôra Araújo, a iniciativa da PGR é no mínimo um desrespeito para com as famílias dos quase 700 mil mortos pela Covid-19 no País, quatro vezes mais do que a média mundial.
Após horas de investigação e depoimentos, a CPI concluiu que autoridades federais pecaram na gestão da saúde e no combate à pandemia. Entre outras coisas, devido à resistência à vacina e a insistência em defender medicamentos comprovadamente sem eficácia contra o coronavírus.
O descaso foi generalizado, a ponto de se colocar um general, e incompetente, no comando do Ministério da Saúde na pior pandemia da história recente da humanidade.
É sabido que a PGR é a chefia do Ministério Público no País. É sua atribuição constitucional fiscalizar os poderes e não ser sabujo da Presidência em troca de eventual nomeação ao STF, cujo cargo é vitalício.
Ignorar as denúncias e tentar evitar que a Justiça julgue os acusados de omissão na pandemia significa jogar o diploma no lixo e matar novamente as vítimas da pandemia.
Além de incompetência, a PGR, na figura do seu titular, Augusto Aras (foto), age politicamente para preservar o desejo de reeleição de Bolsonaro. Torna-se tão criminoso quanto seu candidato.
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Fernando Pesciotta é jornalista e consultor em comunicação. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com
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