//CIDADE// Antigo Grande Hotel continua se deteriorando seis meses depois do terceiro leilão fracassado
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Seis meses depois do terceiro leilão sem interessados, o imóvel onde funcionou o Grande Hotel Serra Negra continua em processo de deterioração, com o terreno tomado por mato e cupinzeiros. A última tentativa de venda, encerrada em 31 de março, teve lance mínimo de R$ 37,05 milhões. Desde a retomada do prédio pela Prefeitura, em 2020, foram três leilões frustrados, sem que a administração municipal apresentasse uma alternativa concreta para sua destinação ou esclarecesse quais medidas pretende adotar para preservar o patrimônio. A situação é acompanhada pelo Ministério Público, que cobra informações sobre o futuro do imóvel. Uma enquete do Viva! Serra Negra mostrou que 64,29% dos participantes defendem a transformação do antigo hotel em um hotel-escola de turismo e hotelaria, 18,18% preferem a instalação de uma faculdade de turismo e 17,53% apoiam a venda a particulares.
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Seis meses depois de ter sido levado a leilão pela terceira vez, sem que aparecessem interessados na compra, o imóvel onde funcionou o Grande Hotel Serra Negra continua em processo de deterioração. A situação da parte externa chama a atenção: como mostram as fotos, o terreno está tomado por mato e cupinzeiros, formando uma espécie de “plantação” de ninhos de cupins. O cenário reforça a impressão de abandono de um patrimônio público cuja destinação permanece indefinida.
Até o momento, a Prefeitura não informou se pretende promover um novo leilão ou se estuda dar outra finalidade ao imóvel. Também não há informações sobre eventuais medidas de conservação e manutenção do prédio, que já se encontrava em avançado estado de deterioração quando foi colocado à venda.
O último leilão foi encerrado em 31 de março, com lance mínimo de R$ 37,05 milhões, mas terminou novamente sem interessados. O imóvel já havia sido oferecido à venda em 2024 e 2025, sem sucesso. Portanto, foram três tentativas frustradas de alienação desde que a Prefeitura retomou o Grande Hotel, em 2020.
A questão da destinação do imóvel também está sob acompanhamento do Ministério Público. Em fevereiro deste ano, o órgão instaurou um Procedimento Administrativo de Acompanhamento para cobrar da Prefeitura informações sobre as providências que seriam adotadas para dar uma “destinação pública” ao prédio e esclarecer se havia previsão de um novo leilão.
Na ocasião, a administração municipal havia anunciado, por meio de suas redes sociais, a realização de mais uma tentativa de venda. Em relação à aplicação dos recursos que eventualmente fossem obtidos, porém, limitou-se a afirmar que seriam destinados a “melhorias significativas nos serviços públicos municipais”, sem especificar quais áreas ou projetos seriam beneficiados.
A indefinição contrasta com as manifestações da população sobre o futuro do antigo hotel. Em enquete promovida pelo Viva! Serra Negra, 64,29% dos participantes defenderam a transformação do imóvel em um hotel-escola de turismo e hotelaria. Outros 18,18% preferiram a instalação de uma faculdade de turismo, enquanto 17,53% optaram pela venda a particulares.
Enquanto não há uma decisão sobre o futuro do Grande Hotel, o patrimônio público continua exposto à ação do tempo e à deterioração. Depois de três leilões sem compradores, a Prefeitura ainda não apresentou publicamente uma alternativa concreta para o imóvel nem esclareceu quais providências pretende adotar para evitar que sua degradação avance ainda mais.


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