//FERNANDO PESCIOTTA// Saída pela abstenção



O que mais tem chamado a atenção nessa eleição até aqui é o tamanho da abstenção. Nunca antes na história do País tanta gente deixou de votar.

Especialista em pesquisas, o cientista político e sociólogo Antônio Lavareda assegura que o miliciano não cresceu nos dias anteriores ao primeiro turno da eleição presidencial.

Segundo ele, o que evitou a vitória do presidente Lula no primeiro turno ou uma vantagem sobre o adversário foi a abstenção, que somou 21%, na média nacional, um recorde histórico, como salientamos aqui.

A abstenção agora está no foco da campanha do segundo turno. Comitês e grupos de apoio à candidatura de Lula organizam materiais demonstrando a importância de mantê-lo no governo, sob pena de perda de benefícios sociais e outros avanços em campos como meio ambiente (despencou o desmatamento da Amazônia), farmácia popular, programa do gás, emprego, renda, SUS etc.

Muita gente se acomodou ficando em casa imaginando que não faria muita importância se houvesse troca de governo. Mas estes estão muito enganados. Uma gestão da extrema-direita nesse momento significará perdas gigantescas para o conjunto da sociedade, especialmente para os mais pobres.

De olho na grana do mercado financeiro, a turma da direita fala abertamente em cortar “custos” sociais, e isso implicará o fim de programas de benefício à baixa renda.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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