//FERNANDO PESCIOTTA// Robotizados



Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, foi o único chefe de Estado da Europa a tentar impedir a guerra de Trump e Israel contra o Irã. No dia seguinte, foi vítima de uma articulada crise imigratória em Ceuta e agora vive uma sinuca com a questão habitacional do país. Sánchez vai convocar eleições gerais.

O caso espanhol é apenas um exemplo de como o mundo está refém das articulações das big techs. A tecnologia e seus algoritmos estão ditando o que devemos ser e em quem devemos votar.

Ainda há quem classifique os eleitores da extrema-direita de “gado”, mas o mais correto seria dizer que são robotizados. Seguem o rito e orientações que o celular lhes dá 24 horas por dia.

Supondo que o eleitor está mesmo cansado de tanta coisa e quer um voto contrário, por que só no PL, se tem gente muito mais antissistema no páreo? Logo o PL, que não tem exatamente uma tradição de partido de massa ou de uma história de luta ou resistência?

Há casos revelados de anúncios da Shein cuja primeira página era de mensagem a favor do PL. As demais páginas, de produtos de interesse do potencial comprador.

Simplesmente o PL foi beneficiado do uso de recursos milionários que os poderosos lhes deram para usar algoritmos e focar o pedido de votos em nomes específicos em cada região do País.

É contra esse monstro quase invisível que Lula terá de lutar se ainda quiser virar a eleição no segundo turno. Luna Zarattini e Ana Elisa, duas jovens petistas eleitas deputadas, são exemplos de como a guerra deve ser travada. Elas deveriam estar no centro da campanha.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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