//FERNANDO PESCIOTTA// Porta do inferno e do golpismo



Mal fecharam as urnas do primeiro turno, os fantasmas passaram a assombrar o Brasil, com uma sinalização clara: muita desgraça vem por aí se ele vencer.

O ministro Kássio Nunes Marques, do STF, lidera o movimento do liberou geral. Ele fala abertamente em libertar os golpistas, a começar pelo líder da gangue.

Flávio Bolsonaro, sem nenhuma vergonha, reconhece que pode ser apenas um ventríloquo do pai se vencer a eleição. Ou seja, tudo que tem dito que faria ou não faria deixa de ter sentido, pois o verdadeiro presidente seria outro, e aquele já sabemos como é desastroso.

Como se já estivesse sentado na cadeira, o miliciano não esconde que cortará o reajuste das aposentadorias e verbas da saúde para retribuir aos banqueiros que hoje jorram dinheiro em sua campanha.

Sob a ameaça de ganhar, ele também não esconde que vai usar a maioria no Congresso para acabar com a Constituição, destruir os tribunais e assumir o controle de tudo e de todos. É a execução do golpe malsucedido em janeiro de 2023.

Alguns desses milicianos, alucinados, como o eleito Pavanato, falam em fechar escolas públicas, alegando que os indicadores educacionais não evoluíram, comprovando que o sistema faliu e não precisa mais existir.

Lucas Pavanato, de 28 anos, e a senhora Campopiano, de 23, são os moleques mais velhos que já vi. Não por acaso, são dois demônios oriundos do Interior de São Paulo – ela é de Praia Grande, mas é a mesma coisa –, antro de reacionários nazifascistas tresloucados.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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