Desde a realização do primeiro turno, o PL recebeu R$ 2,3 milhões de empresários, principalmente do setor financeiro e de mineração. Por outro lado, ao PT foram doados R$ 85 mil.
A campanha do tostão contra o milhão inclui a tomada de decisões dos poderosos. Kassio Nunes Marques, que está presidente do TSE, insiste em ter lado. Após idas e vindas, impôs a censura de mais 48 horas ao “Exército de Lula”, alegando exigência legal, mesmo que no caso semelhante do outro lado tenha ignorado qualquer suposta ilegalidade.
Como já apontamos recentemente, a maior desigualdade, porém, é a mais perigosa e menos visível a olho nu. Ela está na tecnologia. Os tubarões das big techs nunca trabalharam tanto por uma candidatura como estão fazendo agora para a extrema direita.
Técnicos que apoiam Lula conseguiram provar a má-fé da Meta.ia, a ferramenta de inteligência artificial da dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Orientadora do uso de todas as plataformas do grupo, ela se recusa a criar imagens e mensagens sugestivas de votos em Lula. O faz apenas para o miliciano. Sem nenhum pudor.
Não é por acaso, portanto, que tantos idiotas de direita, com vazios doentios em suas mensagens, e outros tantos com mensagens obscenas de tão cretinas, foram eleitos para o Congresso. Esses “influenciadores digitais” agora falam em acabar com o mísero arcabouço de proteção da legislação do universo cibernético.
A campanha do tostão contra o milhão terá de ser brava não só para o segundo turno. Tempos ainda mais tenebrosos estão por vir, daí a importância de uma vitória de Lula para se contrapor à barbárie.
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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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