//FERNANDO PESCIOTTA// Bolsa-farelo



Mais do que passivo, Flávio Bolsonaro tem uma ficha corrida que é de dar inveja a qualquer bandido profissional, preso como seu pai ou não. É uma coisa de família, que vai se aperfeiçoando.

Agora ele tenta apagar, mas há registros que ficam para a prosperidade. É o caso, por exemplo, de suas declarações contra o Bolsa Família, que um dia ele chamou de “bolsa-farelo”.

Nesta segunda-feira (19), Daniella Marques, economista incompetente que presidiu a Caixa no regime neofascista de papai, coordenadora de campanha do miliciano, repetiu críticas ao programa.

Em entrevista a uma rádio de Salvador, garantiu que se eleito o miliciano vai excluir famílias beneficiárias para que elas se transformem em empreendedoras ou aceitem empregos de carteira assinada.

Além de preconceituosa e racista, Daniella se revela ignorante no assunto. Não entende nada de como funciona o Bolsa Família. Seja como for, fica a promessa de acabá-lo.

Da mesma forma, o miliciano disse no Pará que se for eleito vai “acabar com entraves ambientais” existentes por “razões ideológicas” e vai promover a regularização de terras invadidas. Ou seja, vai abrir a porteira para a boiada do desmatamento passar livremente.

Quanto mais próximo da cadeira ele se imagina, mais realidade cai no colo dos incautos. A candidatura dos neofascistas é isso aí, destruição e caos, e não essa embalagem que o marketing e as fake news tentam vender.

COMIDA – Como de hábito, o miliciano mentiu desbragadamente no debate de domingo. Entre outras coisas, ao falar do preço da alimentação. Na gestão (?) do miliciano sênior, o preço da comida subiu 56,6%, mais do que o dobro da alta sob Lula, período em que a renda subiu mais do que a inflação, segundo a Fipe.

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Fernando Pesciotta é jornalista, consultor em comunicação e colaborador do Viva! Serra Negra. Contato: fernandopaulopesciotta@gmail.com

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